sexta-feira, 21 de setembro de 2012


Queria tirar esses pensamentos, essas lembranças, esse sofrimento de cima de mim e essa vontade de querer te matar de dentro de mim. Eu queria tanto que, uma vez na minha vida, algo desse certo e que me deixasse bastante feliz. Queria que pelo menos uma vez houvesse mais positivismo e não me venha dizer que isso só depende de mim, porque é totalmente mentira. As pessoas à minha volta também me completam, também me fazem querer mudar, também me dão motivos ou não de ser feliz. Eu sei, quando eu ganhar toda a coragem de que preciso muita coisa irá mudar. E um dia eu irei olhar para trás e ver que, apesar de um coração partido, eu sei que valeu a pena. Eu sei que foi uma lição de vida. Eu sei que consegui algo, não muito, mas o pouco para sorrir verdadeiramente. E que, irei olhar para trás e saber que cometi as melhores e piores loucuras e saberei que de uma forma ou de outra, estarei orgulhosa de mim mesma por ter ultrapassado tudo. Os momentos bons ficaram na memória e é isso que todos os dias eu levo comigo. Eu sei que não tem mais volta e que os nossos caminhos não irão cruzar-se nunca mais. Mas para quê ficar todos os dias a chorar? O que importa é que na memória a gente traga sempre os bons momentos e que eles nos possam proporcionar uma saudade doce, tranquila e bastante leve. Sabemos que nada é repetido, nada é igual. Mas podemos criar novos momentos, novas felicidades. Podemos nos encontrar com outras pessoas e quem sabe, sermos felizes. Cada pessoa é uma nova história. E a nossa história é feita com velhas e novas experiências. 
Filipa Frazão, FF | r-efugios

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