— Letícia Oliveira
sábado, 22 de setembro de 2012
Não finja que se importa.
“Você não vai voltar. Por mais que eu tente, você não vai ficar aqui comigo. Por que você não é desses, você não se apega, você não ama. Você praticamente não sente. Você é um bom ilusionista. Vigarista. Você é um amante. Você me recita poemas, me fala de estrelas. Me diz que me ama. Mas ao cair da noite eu vou chorar, por que não foi verdade. Por que quando eu dormir, você vai estar em algum lugar recitando para outras alguns poemas, dizendo que as ama. E de manhã quando você lagar alguma a cama você vem me procurar, vem me dar uma carona. Báh. O pior de tudo é que você me faz bem, você me faz viva. Me faz feliz. Mas você faz as outras também. Mas se eu tivesse uma chance… Não. Na verdade você nunca vai ser meu mesmo! Eu nunca vou escrever como fomos felizes, ou como nossos netos correrem pela casa. Nos não vamos ter uma história. E para ser sincera, acordar e ver que você está ao meu lado me espanta. Me espanta ainda estar ai, fingindo dormir pra que eu te acorde. Você não é disso. Você não é de permanecer, nem que seja só por uma noite, por um dia. Você não é assim. Então por favor, para de fingir importa-se comigo! Pare de fingir que só existe a mim, que me amas! Por que não é a verdade, ela está ai estampada na tua cara. Mulherengo. Que quando corres atrás de mim, olha pra trás pra admirar outra mulher enquanto eu ando a tua frente. Eu sei como você dança bem, como beija bem, ou como sabe deixar uma mulher louca. Eu sei que aprendeu a dançar nas festas de bar, quanto bebia. Eu sei onde aprendeste este teus beijos arrepiantes e sedutores. Eu sei aonde aprendeste a amar assim. Eu sei! E não venha logo a mim fingir que está afim. Eu sei do que você quer, do que você precisa. Você precisa de doces de amor próprio. E de compaixão por mim. Por favor. Não finja que se importa. Você é bom com isso. Mas não tanto quando eu em fingir que não me importo.”
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