
Ele disse que se me contasse me machucaria. Eu afirmei que não neguei, disse que não iria. Ele estava triste, precisava conversa.. Eu queria ouvir, sentir ele desabafar. Sua tristeza me deixava triste. Eu enrolei, disse que não me interessava, que nada era como antes, que passou... E então, aos poucos ele falou. De outra pessoa. Entre palavras, meio sem jeito, como quem se importa. Ou sentisse pena. Mais não quero que se importa,ou sinta pena, não quero que sinta nada, afinal, eu sempre fui assim. Os meus demônios eu quero perto de mim, é assim que consigo com o tempo mata-los. São como cobras, preciso ter o veneno, sentir para que assim o absorva e torne dali meu antidoto. Me conte, me diga, não negue! Ser bons amigos? Podemos, devemos, vamos,ele disse. Logo ele, que disse me conhecer bem, que sabe quando me afeta e estou mal... Ele vai confiar em mim, ser meu amigo. Não serei falsa, não sou falsa. Só não me deixo mais transparecer!Para o meu bem! Ate porque já criei uma armadura, uma mascara, uma fantasia, e é por isso que as vezes me perco e nem eu mesma já sei quem sou... Mais é assim que deve ser, que as coisas fizeram ser. Pode me olhar nos olhos, pois eles podem ser a porta da alma pra muitos, mais no meu só se vê uma escuridão, uma ofuscicidade*. Só veem realmente quem sou, aqueles que eu permitir!
"Eu só quero falar
que ao teu lado eu tava errado,
eu nunca consegui viver!"
#Fresno
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