quarta-feira, 26 de junho de 2013

Olho os prédios e penso...

" Cada um com sua vida, toda uma vida dentro de alguns metros quadrados. Cada um com sua luta diária pela sobrevivência, pelo que a própria existência exige. Mas aqueles metros quadrados, aqueles sonhos, aspirações, esperanças de nada serviram quando, num atrito automático, seu corpo foi lançado pós-atropelamento. Depositamos cada pedacinho nosso em cada objeto: casa, comida, aparelho eletrônico, dinheiro. Então, acaba-se, sem que nada fique registrado. Sua vida inteira dedicada ao “ter”, ao invés do “ser”. Recorrer a quem? Ao Deus-todo-poderoso? Ele sabe o que faz, nos consolamos. Mas nos vêm a dúvida: poderia ter aproveitado mais, não poderia? Poderia não ter perdido tempo com superficialidades. Poderia não ter colocado sua vida, seu tão-grande-sentimentalismo em inutilidades. Mas já se perdeu o tempo há tempos. E pergunto: Recorrer a quem? ..."

Olho os prédios e penso em você, que mesmo sendo uma vida, 
já não faz parte da minha.


Anna.

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