terça-feira, 26 de março de 2013


Você chama qualquer paixãozinha meia boca de amor e diz sofrer toda madrugada com o choro dos amantes perdidos. Diz sobre sorrir sem vontade como se fosse o maior sacrifício da história. Disserta com toda essa falsa sabedoria as dores do mundo por ter tropeçado dois quarteirões depois da tua casa. Tristeza é ser doído em qualquer humor, porque as coisas boas também pesam. Triste é gargalhar e ser triste. É sorrir e ser triste. É amar e viajar e realizar todos os sonhos do mundo, e ainda ser triste. É fazer todas as coisas bonitas com sinceridade e ainda ser triste. Tristeza é a própria tristeza, menina. Essa dor que conhecemos é curada ouvindo Cazuza, Caetano e Chico. É fácil, banal. Ninguém sabe da tristeza real. O que conhecemos são apenas vertentes.
Gabriela Santarosa 

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