segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


Não quero mais falar de amor, de pessoas, de relações, nem nada disso. Quero falar da chuva! E de seus pingos pesados, que me molham e não me deixam pensar. Aquele vento frio que gelava meu corpo e tirava minha voz.. Aquela chuva, grosseira e molhada, que me tocava sem pedir, me sentia sem precisar. Fazia de mim e dela apenas uma só, uma unica coisa, um único motivo. E eu chorei, sorri, senti, e não senti vontade de correr para me cobrir como todos faziam enquanto ela apertava, e me tocava, me sentia, me molhava. Eu que estava com o corpo quente, deixei que ela viesse e sem correr ou abrir o guarda chuva continuava a andar, olhando aquelas pessoas  que não entendiam nada, ao me ver andando devagar. Simplesmente andava, admirando aquele fim de tarde chuvoso, escabelado, molhado.. Eu sei que no fim poderia pegar um resfriado, mais não fazia diferença. Ninguém podia entender, mais eu estava me entregando ali, assim, no meio da rua, sem ter que estar despida, sem ter de estar com um outro alguém.. Somente eu e a chuva, que sem nem ao menos ter a formação de um homem, de uma mulher, mas podia mais do que ninguém me aceitar, me transbordar.. me alagar e me entender. Foi no silêncio dessa chuva que me senti tão feliz...



#Chegaporhoje!

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